"Digamos que o homem é um animal domesticado com certas componentes selvagens dentro dele.""Wilt" é um livro dominado pelo humor negro e Tom Sharpe conseguiu ser maravilhosamente bem sucedido na tarefa em manter o interesse e crueldade durante uma história de mal-entendidos, caracterizada pelo absurdo (intencional ou não).Wilt é um professor de Estudos de Formação Geral, que ensina Instaladores de Gás, Estucadores, Alvenéus e Canalizadores. Quer dizer, Wil tenta ensiná-los há 10 anos, mas a verdade é que os seus alunos passam todo o tempo a discutir os mais variados assuntos.Wilt é pessoa passiva, sem motivação, determinação ou força para fazer valer os seus desejos. Mas tem uma esposa com diversas aspirações de natureza social e picos de entusiasmo que compensam a personalidade de Wilt, pelo seu exagero.Porém, há uma coisa que Wilt tem e usa: a sua imaginação. Durante os passeios com o cão, deixa-se fantasiar sobre como assassinar Eva, a sua mulher."O sexo e a comida são muito parecidos. Pouco muitas vezes é melhor que muito poucas vezes."Depois Eva conhece uma lésbica feminista e o seu marido. Arrasta Wilt para uma festa, depois de o assustar com uma emancipação sexual confusa.A festa é escandalosamente parecida com uma orgia de mau gosto. Na casa há um boneca insuflável horrível capaz de tirar o sono a qualquer um! Juntam-se todos os acontecimentos, pessoas, objectos e antecedentes e temos um crime não cometido e um suspeito totalmente tranquilo e honesto que encontra a liberdade no interrogatório e não pretende nunca mais abdicar da mesma.Dois detectives e um advogado desistente mais tarde, estamos completamente conquistados pelas peculiares, mas apuradas observações sociais de Tom Sharpe."Desde que se diga às pessoas aquilo que elas querem ouvir, estão dispostas a acreditar na história menos plausível que se possa imaginar."
I'd never read any Sharpe despite his reputation as a great comic writer because I'd been put off by the dreadful covers.Note to publishers: you could sell a lot more of his books by ditching whichever seaside caricaturist you got to do the original artwork. So how does the reputation compare to the reality? Well, at least fifty percent justified, which is pretty darn good. The sections in particular, where Wilt, wrongly accused of murder, faces down the detective, his accuser, are absurd brilliance, like The Outsider or The Trial replayed as peculiarly English farce. Carry on existentialism, anyone? On the other hand, the sections with Wilts' wife and the American free-love academics lost on a boat in the fens work only as a tale of a collection of grotesques and the book loses its way a little as a result.
Do You like book Wilt (2002)?
Read it again after long - its still as hilarious as I remember it 10 years ago. Wilt used to be my favorite, especially once rejuvenated but this time I was flipping pages waiting for an appearance by the indelible Dr. Board. Sample this - "I've never had much sympathy with necrophilia before but I do begin to see its attractions now". I still do think Wodehouse trumps Sharpe writing-wise. It could be since I do like laughing out aloud after plowing through the prolix. That, only the master can!
—Achyuth
Tom Sharpe was arguably the most accomplished British humourist since PG Wodehouse and Wilt is possibly his best loved book. Sharpe drew on his experiences as a polytechnic lecturer in conceiving the character of hapless and unhappily married Henry Wilt, who spends his days teaching Lord of the Flies to disinterested apprentice butchers and his nights fantasising about killing his less than sympathetic wife, Eva. However, when Eva goes missing after a disastrous party in which Henry finds himself tied to an inflatable sex doll, things take a decided turn for the anarchic. Sharpe's characters are a delightful melange of the awful and absurd, amounting a to a caustic observation on the state of British society at the time. Compellingly hilarious from start to finish.
—Anthony Ryan